Lições básicas para quem quer ser livre a nível financeiro. Parte 3.

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A grande maioria das pessoas não é tão livre a nível financeiro como pensa. Muitas delas contam apenas com o seu emprego como forma de remuneração. Por terem um salário que lhes garante algum dinheiro e dá para comprar muitas das coisas que querem, não julgam que esta fonte de rendimento pode acabar. E isso pode acontecer e é muito fácil, basta que fiquem sem o seu emprego. Assim, simplesmente.

Neste momento o país está cheio de jovens e menos jovens sem emprego e sem forma consistente de rendimento. Porque chegaram a este ponto? A resposta é simples: porque não estavam preparados e porque não investiram algum do dinheiro que então tinham em preparar o futuro. E esse futuro chegou. Que é hoje.


Como dar então a volta a esta situação e preparar um dia de amanhã mais próspero? Investindo ajuizadamente. Hoje, e não amanhã. Com o dinheiro que há hoje e não com o que vier amanhã. Mesmo que este seja pouco ou quase nenhum.

Se procura saber o que é isto de investir e como fazê-lo veio bater ao site certo. Mas antes de o fazer convém conhecer algumas das lições básicas que todo o investidor de sucesso deve respeitar.

Na sequência da primeira e segunda partes deste artigo, eis as restantes cinco lições. Se não leu ainda as duas primeiras partes não se preocupe. Siga lendo este artigo que no final encontrará o link para os mesmos.



11. Para receber é preciso dar.

Se já leu algo sobre a lei da atracção poderá saber que, se quiser que alguém lhe aperte a mão ou lhe dê um abraço, terá de se chegar ao pé dela e fazer-lhe precisamente isso. No dinheiro, esta lei não é diferente. Para recebê-lo é preciso da-lo.

A natureza não lhe dá nada sem receber algo em troca. Se quiser laranjas, terá de plantar uma laranjeira. Ou cuidar de uma. Ou subir a uma. Ou ir até onde ela está e estender o braço. Ou pedir ao vizinho ou ainda ir ao mercado. Para obter uma reacção é necessário agir. A reacção segue a acção.

A nível financeiro, dê sem esperar nada em troca. Dê um pouco do que tem. Sem olhar a quem. Seja solidário e guarde uma parte do seu orçamento mensal para caridade. Defina uma percentagem daquilo que ganha e direccione este valor para uma instituição de solidariedade. Não importa que o valor apurado seja pouco como por exemplo apenas dois ou cinco euros. No futuro este crescerá, acredite nisto. E o melhor é que isso significará que estará a ganhar mais.

Faça uma boa acção a alguém. Dê o que tem e em dobro receberá. Dê o seu tempo, a sua atenção, partilhe as suas ideias. A natureza é muito generosa. Acredite nisto.

Se o que procura é uma vida de abundância, distribua abundantemente o que tem com os outros. E se o que procura for dinheiro, é dinheiro que tem de distribuir. Regra simples. Quanto mais der, mais terá.


12. Nos problemas estão as soluções.

Da próxima vez que ouvir um dos seus clientes, familiares ou amigos queixarem-se de um determinado problema, fique atento ao que dizem porque pode estar aí a sua próxima mina de ouro. Se determinado assunto for tema recorrente nas suas conversas, procure saber se pode fazer algo para resolver, ou atenuar as preocupações dos que os rodeiam. Se o puder e se o fizer, terá sempre alguém disposto a lhe recompensar por isso.

Saber ouvir é uma das coisas mais difíceis de fazer mas se dominar esta arte e estar sempre de olhos bem abertos a novas oportunidades pode encontrar uma mina de ouro por explorar. Se souber fazer as perguntas adequadas, qualquer problema pode ser a origem de um novo sucesso.

Estar virado para os consumidores, clientes e todas as pessoas que o rodeiam, sentir os seus problemas e resolver as suas questões produz uma energia muito forte. As pessoas gratificam muito bem quem lhes resolve os problemas. Aposte nisso.

Se tem um problema que não consegue resolver deve também escutar-se a si mesmo. Comece a ver cada um como uma oportunidade para crescer. O dia-a-dia é composto por vários obstáculos e dificuldades, pelo que não será difícil encontrar uma questão a resolver onde possa actuar.

Em cada problema reside uma solução. Mantenha um espírito aberto e procure o lado bom das coisas. Pode ser que a solução que procura esteja mesmo ao seu lado.


13. Faça o que gosta e esqueça o dinheiro.

Quando se mentalizar que o dinheiro não tem muita importância e começar a fazer o que gosta, o dinheiro fluirá naturalmente. Os desígnios que regem o funcionamento da energia do mundo são estranhos, mas esta é uma consequência normal de quem faz aquilo que gosta, quando quer e como quer.

O mundo está cheio de artistas, empresários e voluntários de diversas áreas que alcançaram sucesso porque não se importaram de onde viria o seu dinheiro. Arranjar um emprego bem remunerado, abrir uma empresa de sucesso ou ser um ás da Bolsa não são as únicas formas de ganhar dinheiro.

Diz-se que a água flui pelo caminho mais fácil. Por isso deixe de criar obstáculos à fluidez da sua felicidade. Faça o que lhe dá prazer que o resto virá sem esforço.

Se gosta de viajar, partilhe essa experiência com alguém e crie condições para que outros também possam viajar. Se gosta de fazer bolos em casa, dê-os a provar lá na empresa. Se ama a natureza partilhe a sua alegria criando roteiros, clubes ou grupos de interesses comuns. Comece a sua causa nobre. E assim, sem se aperceber não se importará mais com dinheiro.

Esta é sem dúvida a forma mais prazerosa de fazer dinheiro e a que lhe trará mais benefícios no futuro. Confúcio disse «faça o que gosta e não mais terá de trabalhar um só dia na sua vida».


14. Crie o seu próprio grupo Mastermind.

No livro «Think And Grow Rich», (Pense e Fique Rico - Editora Lua de Papel), Napoleon Hill apresentou, porventura pela primeira vez há muitos anos atrás, um conceito novo a que chamou de «Grupo Mastermind».

Quem leu este livro sabe que Hill entrevistou imensos homens de sucesso nos Estados Unidos e de entre esses constavam alguns que eram conhecidos como «Os seis de Chicago». Estes homens tornaram-se muito ricos e eram considerados os seis mais influentes daquela cidade. Como o conseguiram?

Todos os sábados, estes homens juntavam-se e definiam entre si estratégias relacionadas com as suas próprias empresas. Ajudavam-se uns aos outros emprestando dinheiro, sugerindo soluções a todos os problemas do grupo, movendo influências, firmando acordos, criando sinergias, estabelecendo objectivos, etc.

Tudo o que era acessório ficava de fora. Todos eles estavam sintonizados num cumprimento de onda semelhante e entendiam as dificuldades, as necessidades e as aspirações dos seus colegas. Daí ao nascimento do grupo Mastermind foi um salto. Eles sabiam que juntos seriam mais fortes e que seis cabeças pensam melhor que uma.

Quando procuramos por pessoas que entendam a nossa perspectiva acerca dos negócios e dos objectivos financeiros, nem sempre os encontramos junto daqueles com que lidamos diariamente e por isso é necessário iniciar uma busca por novas mentes que estejam em sintonia connosco. Isso pode implicar ter de sair da sua zona de conforto.

Faça uma visita à associação de comércio da sua zona, vá a palestras, festas ou outros eventos. Visite clubes específicos, converse com os seus amigos e familiares, fale com os seus colegas de partido político se for militante, etc. Saia de casa. Onde procurar é o menos importante. O objectivo é abrir novas oportunidades de criar um núcleo duro de pessoas como você: o seu grupo Mastermind.


15. Aprenda a usar o poder dos outros.

Ninguém consegue atingir tudo aquilo que quer agindo só. Pode ser possível até certo ponto prescindir dos serviços de outras pessoas mas, mais cedo ou mais tarde, ver-se-á obrigado a pedir ajuda.

E porque não consegue ter todas as valências para fazer tudo o que deseja, o mais fácil é começar a habituar-se à ideia de usar o tempo, o dinheiro e a inteligência das outras pessoas.

Este conceito também foi retirado do livro de Napoleon Hill onde é apresentado pelas siglas OPM e OPB, respectivamente «Other People’s Money» e «Other People’s Brains», ou em português, o tempo e o dinheiro das outras pessoas. Há que começar a libertar trabalho seu para cima das outras pessoas.

Com isto, o autor não pretende dizer que se deva tornar os outros nossos escravos, mas sim começar a ver quem é que pode fazer determinada acção por nós de uma forma mais rápida, mais barata e mais fácil. Aliás, é assim que o mundo avança porque o desenvolvimento está baseado numa premissa de trocas e de interesses pessoais. Eu dou-te xis dinheiro e tu prestas-me um serviço. Eu faço-te xis favor em troca de determinada acção, e por aí adiante.

Tornar-se um mestre na arte de usar o tempo, o dinheiro e o cérebro dos outros em seu favor é um factor de enorme alavancagem para que consiga atingir os seus objectivos com maior celeridade. Pare e pergunte que tarefas aborrecidas e consumidoras do seu tempo, dinheiro e paciência pode e deve dispensar deixando-as a outros. Existem mil e uma maneiras de matar pulgas mas a melhor é deixar que sejam os outros a fazerem-no.


Esta é a terceira e última parte das quinze «Lições básicas para quem quer ser livre financeiramente». Existem muitas outras que não foram abordadas nestes três artigos mas aquilo que foi aqui escrito serve como um bom começo na sua luta pela independência financeira. Se conseguir seguir estas regras, poderá ser que não precise de mais nenhumas.

Para ler o artigo completo salte para a primeira parte e a segunda parte. Espero que estas lições tenham sido do seu agrado e que faça bom uso delas. Acrescente a sua regra ou opinião comentando este artigo. Muito obrigado.

Victor Sousa Victor Sousa é um aprendiz de investidor que procura atingir
a sua liberdade financeira através de investimentos em imóveis,
negócios e bolsa. Com o site Onde e Como Investir pretende ajudar outras pessoas a conseguir alcançar o mesmo objectivo.

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