É provável que nunca se tenha preocupado em saber um pouco
mais sobre investimentos e finanças pessoais até ter entrado nesta situação de
maior aperto. Olhando para o lado positivo das coisas, esta conjuntura actual
obrigou-o a procurar saber mais como funciona este jogo do dinheiro em que
todos estamos metidos e isso por si só, já vale por muito.
Ler este artigo, pode até valer um bilhete para uma vida afortunada e mais desafogada. Descubra então uma série de independente pequenas lições básicas sobre como gerir o seu dinheiro se pretende tornar-se financeiramente.
Ler este artigo, pode até valer um bilhete para uma vida afortunada e mais desafogada. Descubra então uma série de independente pequenas lições básicas sobre como gerir o seu dinheiro se pretende tornar-se financeiramente.
1. Invista na sua educação financeira.
A escola tradicional não ensina como se deve administrar
dinheiro numa óptica de empreendedorismo ou de gestão das finanças pessoais.
Não foi feita para isso. A escola foi feita para formar profissionais
especializados numa determinada área. Forma empregados e não patrões, mão de
obra e não empreendedores. Se teve uma educação clássica, à partida não teve
formação nestas áreas e, a não ser que escolha outras vias de ensino, não
saberá como administrar correctamente o seu dinheiro.
Ninguém nasce ensinado e nunca ninguém sabe tudo o que há a
saber sobre uma determinada área. E estas áreas não são excepções. Deve então
investir o seu tempo e o seu dinheiro em aprender como pode criar condições
para que mais fontes de rendimento possam chegar até si de forma cada vez mais
rápida e fácil.
Comece a ler livros, a ver filmes, oiça audio-livros,
consulte profissionais e ande sempre à caça de coisas novas. A informação e a
educação quando bem usadas tornam-se fontes de enorme poder. Tenha fome de
conhecimento e terá fartura para sempre.
2. Pague a si próprio primeiro.
Quer encontre um euro no chão quer receba um salário de mil
euros tem de poupar pelo menos 15% desse valor e destina-lo aos seus
investimentos.
Cada vez que receber dinheiro pague a si próprio primeiro e
guarde essa percentagem num sítio onde não possa tocar em caso de necessidade.
Seja rígido e implacável neste aspecto. Se não entende isto está na hora de ler
o livro do Robert Kiyosaki, Pai Rico, Pai Pobre.
Ao poupar e pagar a si primeiro poderá depois então destinar
o resto do valor e pagar aos outros, isto é, ao banco, à empresa de
electricidade, ao supermercado, etc. E aqui está a chave para resolver a sua
vida a nível financeiro: reservar sempre uma parte dos seus ganhos antes de
tudo, investir em algo com esse dinheiro e, com as mais valias geradas por
estes investimentos e com as suas poupanças, repetir a operação até que seja
financeiramente livre. Lembre-se, grão a grão enche o papo o pavão.
3. O valor do seu salário não é o mais importante.
Há pessoas que, por mais dinheiro que ganhem irão sempre
estar obrigadas a trabalhar diariamente. Um exemplo clássico são os profissionais
como os médicos, advogados ou pilotos de aviação. Ganham muito por mês mas são
obrigados a trabalhar durante anos. A grande maioria não canaliza os seus
ganhos para investimentos e usam esse dinheiro na compra de boas casas, bons
carros, boas férias ou outro tipo de bens de luxo.
Não há nada de mal em querer desfrutar destas coisas mas,
quando estes “brinquedos” são comprados com dinheiro gerado pelo suor diário
dos seus trabalhos, não estão a tomar a decisão mais inteligente. Muitos querem
dar uma imagem de sucesso mas colocam sempre a carroça à frente dos bois, ou
seja, usam o dinheiro sem antes este ter gerado receitas. O que acontecerá a
estas pessoas se deixarem de poder trabalhar por alguma razão? A resposta é
simples, ficarão sem a sua fonte de rendimento e verão a sua vida andar para
trás.
Claro que é sempre preferível ganhar um bom ordenado do que
um mau. Se tiver um excelente salário, rapidamente terá condições para investir
em fontes de rendimento passivas e mais depressa sairá da sua vida de empregado
por conta de outrem. Mas terá de manter as suas despesas baixas até obter um
fluxo de caixa positivo.
Se o seu ordenado for minúsculo, aplique a mesma regra.
Gaste menos do que ganha e continue a reservar uma parte dos seus ganhos para
investir.
4. Mantenha um controle apertado sobre as suas finanças.
Sabe com exactidão quanto dinheiro gasta por mês? Se a sua
resposta é “não”, as suas contas deverão estar um pouco em baixo. A não ser que
seja um génio e tenha uma empresa que facture milhões, terá de começar a
prestar atenção ao que ganha e ao que gasta mensalmente.
Comece a pedir e a guardar todas as facturas de tudo aquilo
que compra diariamente incluindo contas da luz, idas ao café, roupa, comida, etc. O objectivo deste tipo de comportamento é o
de poder descobrir como usa o seu dinheiro, onde pode cortar nas despesas e
ainda o de ter um maior controle sobre o seu dinheiro.
Tenha uma folha de cálculo no seu computador e actualize-a
no último dia de cada mês. Junte todas as facturas e recibos de vencimento e
faça contas. Saiba onde gasta desnecessariamente e descubra que é sempre
possível poupar ainda mais. Há muitas coisas que damos valor mas que realmente
não são assim tão importantes. Corte com o que não precisa até que tenha
condições financeiras novamente para voltar a usufruir desses mesmos gastos sem
se preocupar.
Não quero com isto dizer que deve apertar ainda mais o cinto
e ter uma vida de monge de pés descalços. Não sou o primeiro-ministro. Trata-se
de descobrir onde pode poupar e passar a canalizar estes gastos para
investimentos que trazem retornos reais. Seja criativo.
5. O dinheiro é uma ferramenta, não o objectivo.
Liberdade para fazer aquilo que quer, quando quer e onde
quer deve ser o seu objectivo máximo, independentemente da saúde da sua
carteira. De nada lhe vale ser o homem mais rico do país se não puder desfrutar
do que tem. Investir ou trabalhar apenas para amealhar dinheiro é ridículo. E
guardar para o gastar quando tiver 65 anos também o é. Não deixe aquilo que
quer fazer para quando estiver na reforma. Nessa altura poderá não ter as
condições ideais para fazer o que sempre quis fazer.
O dinheiro serve para melhorar a sua qualidade de vida, para
lhe trazer alegrias e devolver anos de vida. Serve para partilhar mais e
melhores experiências com os seus familiares, amigos e comunidade.
Reserve uma quantia do seu orçamento mensal para aquilo que
sempre quis fazer e não sentirá que está a gastar dinheiro que deveria ser
usado noutra coisa. Irá depender da sua capacidade financeira mas, um valor
entre 5% a 15% dos seus ganhos será suficiente para ter uma vida de luxo.
Mantenha-se firme. Ponha o seu dinheiro útil a circular e melhore a vida de
todos. Desfrute do seu dinheiro e não se torne escravo dele. Não trabalhe por
dinheiro e ponha-o sim a trabalhar para si.
Estas são então as primeiras cinco lições básicas que todo o
investidor deve ter presentes. Segui-las é o primeiro passo para que possa
começar a sentir que está a trabalhar para um fim legítimo e que pode mesmo
vencer o jogo do dinheiro.
Não são as únicas regras nem tampouco ficará rico se as
seguir mas terá um pouco mais de liberdade financeira se as pôr em prática.
Este artigo está dividido em partes pelo que deve continuar a sua leitura na parte número 2.


comentar: