Lições básicas para quem quer ser livre a nível financeiro. Parte 2.

Liberdade, financeira, Dinheiro, Investimentos, Onde, Como
O mundo como o conhecemos já não existe, mudou ontem. E vai mudar hoje novamente. Há muita gente a perder aquela que era a sua única fonte de rendimento conhecida e que era o seu emprego, a deixar de poder pagar as suas contas e a reduzir a sua qualidade de vida significativamente. E ninguém avisou.

Esta é, no entanto, uma altura de mudança e por isso, há que entender este período como uma oportunidade de renovação e tirar partido disso.

No seguimento do primeiro artigo sobre independência financeira, seguem então mais cinco lições básicas para quem quer ser dono do seu tempo e dar uma volta à sua vida.



6. Mude a forma como olha para o dinheiro.

Uma mentalidade errada sobre o dinheiro é uma grande barreira na busca pela liberdade financeira. Pensamentos como: «nunca serei rico», «os ricos são todos uns bandidos e uns corruptos», «mais vale pobre e contente do que rico e angustiado», «quando eu ganhar o Euromilhões...», «o dinheiro corrompe», «só se torna rico quem alguma vez enganou os seus clientes com produtos desnecessários ou maus», entre outros, são formas erradas ou distorcidas de lidar com o dinheiro que não promovem uma aprendizagem construtiva sobre como este funciona ou como tirar partido dele.

É verdade que há gente rica sem escrúpulos, mesquinha, invejosa e com más intenções. Mas isso também é válido para pessoas que são pobres ou da classe média. Não é portanto um exclusivo das classes abastadas. Em todos os estratos da sociedade há pessoas solidárias e com bons propósitos incluindo os mais ricos.

Uma das grandes culpadas para que a grande maioria das pessoas pense o dinheiro da forma como pensam é a igreja. Quem teve uma educação religiosa deparou-se com ensinamentos que defendiam sempre o mais pobre, como se a pobreza fosse algo de bom e que, ter uma vida de parcos recursos era o caminho mais rápido para o céu. Isto não tem de ser assim. A vida está cheia de exemplos de pessoas que foram muito bem sucedidas e que partilharam as suas riquezas, mesmo sem advogarem este estilo de vida que privilegia a resignação e a esperança num ser superior que resolva as coisas. São crenças religiosas que, se forem tomadas à letra, são uma justificação fácil e cómoda para o facto de não sermos mentalmente e materialmente mais ricos.

Outra das fontes para que abordemos o dinheiro com desconfiança são os nossos pais. Desde pequenos, quando queríamos um brinquedo novo, ouvíamos sempre algo do género: «pensas que sou feito de dinheiro?», «o dinheiro não cresce nas árvores», etc. Estas abordagens não eram más pois nos colocavam no nosso devido lugar, mas certamente não serão as mais correctas. Aos poucos, íamos tomando consciência de que era quase impossível obter o que queríamos, ao passo que não íamos aprendendo as técnicas ou formas para atingir esses mesmos objectivos. Pouco a pouco, a resignação tomava lugar e tudo à nossa volta tornava-se frustração em vez de abundância e riqueza.



7. Comece a pensar em grande.

Todas as pessoas têm possibilidades de se tornarem livres financeiramente. Todas! Tudo o que elas necessitam é de um cérebro que trabalhe minimamente bem. E a forma como o usam é aquilo que irá distinguir as pessoas que conseguirão tornar-se milionárias das outras.

Mude o seu mindset e entre num estado em que acredita que é capaz, não se focando nos obstáculos mas sim nos objectivos. Pense como um milionário e que tudo é possível. Os americanos dizem «fake it ´till you make it», finja até ser verdade e... por alguma razão os Estados Unidos são dos países mais ricos do mundo.

Mude o seu chip. Comece a ver-se como capaz de alcançar grandes feitos, altere o seu modo de estar mas não perca a sua personalidade e aquilo que tem de bom. Mude também o seu modo de vestir e aquilo que faz diariamente. Comece cada vez mais a pensar menos em emprego e mais em termos de negócios, de construir uma empresa ou uma empreitada sua.



8. Seja produtivo e não apenas activo.

Faça o que importa, faça novamente e volte a fazer. Foque-se nas coisas importantes e que farão a diferença. Mais vale fazer mal uma coisa importante do que fazer bem algo que não interessa a ninguém. Corte com o que não é produtivo e siga a regra que diz que deve focar-se nos seus pontos mais fortes, fortalecendo-os ainda mais e esquecendo ou relegando aquilo onde é apenas medíocre.

Não lhe vale de nada ler os melhores livros, consultar as pessoas de maior sucesso se depois não pôr em prática aquilo que aprendeu. A chave do sucesso está no fazer.

Saia da sua zona de conforto, saia do seu sofá, do seu quarto, dessa cadeira de café e mexa-se! Comece a por o sangue a circular de novo. Seja de novo o adolescente que queria mudar o mundo. Mude-se a si primeiro e o resto virá por si mesmo. Retire esses seus pensamentos conservadores da cabeça de que a situação não é a melhor, que o mundo vai implodir, que será preciso muito dinheiro, etc. Enfim, todas essas razões que dá a si mesmo para não fazer as coisas. “Stay foolish, stay ungry” dizia o Jobs.



9. Tenha metas e um plano para as atingir.

Só sabendo onde queremos chegar é que nos direccionamos nesse sentido. Descubra quais os seus reais objectivos e aponte os seus canhões para lá. Trace um plano que irá servir de guia, e quando já não conseguir mais guiar-se por ele, jogue-o fora e experimente outra abordagem pois já sabe que fazer o que sempre fez não lhe irá trazer novos resultados.

Os planos no final de contas acabam por servir como lista de tarefas, para organizarmos a nossa mente e sabermos que pelo menos temos um caminho para um fim.

Saiba ser flexível no seu plano mas nunca se esqueça das suas metas. Sabe onde quer chegar? Qual é o valor que quer atingir? O seu cashflow mensal? O que faria com o dinheiro? Quer comprar uma casa? Um carro novo? Quer dar a volta ao mundo? Quer...

Espere mais de si e depois torne-se numa máquina de fazer acontecer.



10. Integração é a palavra chave.

Os homens super ricos normalmente especializaram-se numa das três grandes áreas do investimento mas só depois de integrarem o seu principal negócio com as outras classes de activos é que eles enriqueceram verdadeiramente. Como grandes exemplos temos Warren Buffet que criou uma empresa para gerir as suas acções e as de outros, Donald Trump que através do imobiliário integra hotéis, campos de golfe entre outros negócios e Steve Jobs que colocou a Apple em bolsa e até entrou em negócios que à partida não seriam os seus como é o caso da indústria da música.

Se cada um deles tivesse optado por apenas focar-se numa das três grandes classes de activos a sua ascensão à lista de grandes milionários seria mais difícil.

Muitas vezes ouve-se dizer que não devemos colocar os ovos todos no mesmo cesto e até considero isso uma verdade, mas investir em acções, fundos de investimento, depósitos a prazo ou num negócio qualquer a pensar que diversificar é bom não será a melhor opção porque nenhum destes veículos de investimento está relacionado com o outro. Nenhum alavanca o outro directamente.

O ideal será seguir uma lógica de integração onde por exemplo uma empresa possui os seus terrenos ou é lançada em bolsa, ou então uma empresa que gere activos financeiros ou imobiliário. Dispersar é bom mas integrar é melhor.


Na procura pela liberdade financeira, não vale a pena espernear. Vai ter mesmo de arregaçar as mangas e por a cabeça a trabalhar. E não vale a pena esperar casar com alguém rico ou ganhar muito dinheiro na lotaria. Você é o único responsável pelo seu futuro e não irá ser rico enquanto não interiorizar e aplicar estas regras.

E o que fez hoje em relação à sua independência financeira?


Este artigo está dividido em partes pelo que deve continuar a sua leitura na parte número 3.

Victor Sousa Victor Sousa é um aprendiz de investidor que procura atingir
a sua liberdade financeira através de investimentos em imóveis,
negócios e bolsa. Com o site Onde e Como Investir pretende ajudar outras pessoas a conseguir alcançar o mesmo objectivo.

Comentários:
comentar:

 

RSS Feed. Este site é mantido por Victor Sousa 2012. Todos os direitos reservados.